Gergin Ginecologia

Gergin Ginecologia

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Estrogênio e Progesterona em pílulas anticoncepcionais


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Corrimento vaginal - Principais tipos

Pessoal, 

Vamos falar um pouco sobre os principais tipos de corrimentos. 

VAGINOSE BACTERIANA

A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de secreção vaginal em mulheres. Pode causar sintomas incômodos, e também aumenta o risco de adquirir infecções sexualmente transmissíveis graves, como o HIV. Pode ser difícil saber se o corrimento é causada pela vaginose bacteriana ou outras infecções vaginais comuns, assim, uma visita a ginecologista é essencial.

Ocorre quando há uma mudança no número e tipos de bactérias na vagina. Lactobacilos são um tipo de bactérias que são normalmente encontrados na vagina. Em mulheres com vaginose bacteriana o número de lactobacilos é reduzido. A razão para essas alterações não é conhecida.

Fatores de risco - fatores de risco para VB incluem múltiplos ou novos parceiros sexuais, ducha vaginal e tabagismo. VB é agora considerada um infecção sexualmente transmitida, embora a maioria das recorrências não sejam sexualmente relacionados.

Quais sintomas?

Aproximadamente 50 a 75 % das mulheres com VB não apresentam sintomas. Aquelas com sintomas muitas vezes notam um desagradável odor, tipo "cheiro de peixe" , com corrimento vaginal que é mais perceptível após a relação sexual. A secreção que é esbranquiçada ou acinzentada.

Algumas pacientes têm coceira, mas não é o sintoma mais comum.


Como diagnosticar?
O diagnóstico é através do exame físico,  através da colocação no espéculo vaginal. Aquele bico de pato. Para que a ginecologista possa enxergar a secreção. Em alguns casos, pode ser necessário exames específicos para o diagnóstico adequado.

Tem prevenção?

 A melhor maneira de prevenir não é conhecida. No entanto, algumas recomendações básicas:

 Não fazer ducha. Ducha é o uso de uma solução para lavar o interior da vagina. Algumas mulheres têm esse péssimo hábito para se sentir "limpa", embora não haja nenhum benefício comprovado de duchas. A vagina é normalmente capaz de manter um equilíbrio saudável de bactérias. Isso pode perturbar este equilíbrio.
 Limitar o número de parceiros sexuais. Mulheres com múltiplos parceiros sexuais correm maior risco de desenvolver vaginose bacteriana e infecções sexualmente transmissíveis.
 Termine todo o ciclo de tratamento de acordo com sua ginecologista, mesmo que os sintomas se resolvam após algumas doses.
 O uso de preservativo em todas as relações.

Qual tratamento?
Pode envolver medicamentos via vaginal e/ou via oral. Tratar os parceiros sexuais pode ser necessário. Só a ginecologista, após exame físico pode prescrever o melhor tratamento. 


CANDIDÍASE

É um problema comum em mulheres. Os sintomas mais comuns são coceira e irritação da vulva -PARTE EXTERNA DOS GENITAIS- e em torno da abertura da vagina.  Geralmente ocorrem como episódios raros, mas pode recorrer com frequência e pode causar sintomas crônicos difíceis de controlar.

As infecções por fungos ocorrem principalmente em mulheres na fase reprodutiva. São menos comuns em mulheres depois da menopausa que não usam terapia hormonal contendo estrogênio e são raros em meninas que ainda não começaram a menstruar.

Quais os sintomas?

● Coceira ou irritação da vulva e ao redor da abertura vaginal 
● Dor para urinar, dor vulvar ou irritação
● Dor durante as relações sexuais
● Inchaço e vermelhidão
● Algumas mulheres não têm corrimento vaginal anormal. Outros têm secreção branca ou esverdeada (coalhada) ou corrimento vaginal aquoso.



Qual a causa? 

O fungo que comumente causa a candidíase, chamado Candida normalmente vive no trato gastrointestinal e às vezes na vagina. Normalmente, Candida não causa sintomas. No entanto, quando há alterações na flora normal do intestino e da vagina (causada por medicamentos, lesões ou estresse ao sistema de defesa), a Candida pode crescer demais e causar os sintomas.

Existem fatores de risco?

Existem vários fatores de risco que podem aumentar as chances de desenvolver uma infecção, incluindo:

● Antibióticos - A maioria dos antibióticos mata uma grande variedade de bactérias, incluindo aquelas que normalmente vivem na vagina. Estas bactérias protegem a vagina do supercrescimento dos fungos.  Então, pode acontecer esse tipo de infecção durante ou após uso de antibióticos por qualquer motivo. 

● Os contraceptivos hormonais (por exemplo, pílulas anticoncepcionais, patch e anel vaginal) - O risco de infecções fúngicas pode ser maior em mulheres que usam métodos contendo estrogênio.
● Dispositivos contraceptivos - dispositivos intra-uterinos (DIU) podem aumentar o risco de infecções fúngicas. Os espermicidas geralmente não causam infecções fúngicas, embora possam causar irritação vaginal ou vulvar. 
● Sistema imunológico enfraquecido - As infecções por fungos são mais comuns em pessoas que têm um sistema de defesa debilitado devido ao HIV, outras doenças crônicas como diabetes ou ao uso de certos medicamentos (EX: corticóides, quimioterapia, medicamentos pós-transplante de órgãos).
● Gravidez - mulheres grávidas tem maior quantidade de secreção vaginal, que nem sempre é doença. Mas é preciso avaliar se houver queixa.
● Diabetes - As mulheres com diabetes estão em maior risco de infecções fúngicas, especialmente se os níveis de açúcar no sangue são muitas vezes mais elevados do que o normal.
● Atividade sexual - Infecções vaginais por fungos não são uma dst. Podem ocorrer em mulheres virgens, mas são mais comuns em mulheres que são sexualmente ativas.

Como descubro?
Procure sua ginecologista para ser avaliada e examinada. Em casos recorrentes, talvez seja necessário exames complementares além do exame físico. 

Tratamento?
Pode ser necessário uso de produtos vaginais, também comprimidos. 


TRICOMONÍASE
A tricomoníase é uma infecção genitourinária causada por um microorganismo do grupo dos protozoários, chamado Trichomonas vaginalis. É a doença sexualmente transmissível (DST) não viral mais comum em todo o mundo. As mulheres são mais afetadas do que os homens. Tricomoníase é uma das três principais causas de queixas vaginais entre as mulheres em idade reprodutiva, juntamente com vaginose bacteriana e candidíase e uma causa de uretrite em homens. Contudo, a infecção é muitas vezes assintomática.


Quais são os sintomas?
 Maioria das pessoas com tricomoníase não apresentam sintomas. 

Em mulheres, os sintomas da infecção incluem um ou mais dos seguintes:

● corrimento que cheira mal e pode ser espumoso e esverdeado 
● Coceira na vagina ou na área ao redor da vagina
● Queimação ou dor durante a xixi
● Dor durante as relações sexuais

Nos homens, os sintomas da infecção incluem:

● Corrimento pelo pênis
● Queimação ou dor na hora de fazer xixi

Como é o diagnóstico?
Além do exame físico em consulta médica com a ginecologista para mulheres e urologista para homens, há exames específicos da secreção vaginal. 

Sempre é importante fazer exames de outras DST nesses casos. 

Como é o tratamento?
Medicações via oral e vaginal. Tratar parceiros sexuais é necessário. 

Como evitar?

● Usar preservativo sempre que tiver relações sexuais.
● Evitar sexo quando estiver com corrimentos ou o parceiro estiver com qualquer sintoma. 


Pessoal, já perceberam que é muito importante usar preservativo, né? Se tiverem qualquer sintoma, agendem uma consulta para que a ginecologista possa avaliar o quanto antes. 

Grande abraço! E uma Páscoa de muito paz e chocolate com moderação!!! Continuem seguindo face e insta que durante o feriado também tem post!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Métodos anticoncepcionais - tipos


Pessoal, tudo bem?

Dois posts quase seguidos!!! Uau!!!  O segredo? Ando trazendo o laptop para a academia🙈 e programado a postagem para um horário de pessoas normais, que geralmente é um horário que já estou no consultório ou no hospital.  Como estou em fase de reabilitação de uma lesão do quadril, não posso correr ou fazer elíptico todos os dias, tenho preferido a bike, daí consigo estudar, trabalhar, escrever enquanto pedalo. 

Começamos falando sobre os DIU - dispositivos intra-uterinos no post anterior. Agora vou escrever um pouco sobre outras opções. Lembrando que todos são medicamentos e devem ser prescritos e acompanhados pela ginecologista, nunca escolhidos e usados por conta própria. Nada substitui a consulta médica!!!
Quando uma mulher me procura em busca de um método anticoncepcional, avalio diversos fatores junto com ela:

  • Quando e se deseja engravidar
  • Histórico de doenças pessoais e de família
  • Hábitos ( como fumo, ser organizada para lembrar, parceiros sexuais, etc)
  • Custos, opinião da mulher sobre tudo isso.
  • O melhor método é aquele que a mulher vai conseguir usar de maneira consistente, aquele que o parceiro concorda ( se houver parceiro fixo) e não causa efeitos colaterais que atrapalhem a qualidade de vida. 


Nenhum método é perfeito!!E nem há nenhum melhor do que o outro. Precisamos pensar qual é o melhor método para aquela mulher, naquele momento da vida dela. É preciso individualizar essa escolha junto com a mulher. 

Vamos lá?



Pílula anticoncepcional: A maioria das pílulas anticoncepcionais contém uma combinação de dois hormônios femininos, algum tipo de estrogênio e algum tipo de progesterona. Devem ser tomadas todos os dias, um comprimido por dia, sempre no mesmo horário, de acordo com a orientação da sua ginecologista. Se a mulher esquecer um comprimido, siga a orientação da sua médica e leia a bula da medicação. Cada medicamento tem uma orientação específica. Também existem pílulas apenas com progesterona, elas são usadas por mulheres que não podem usar estrogênio, como fumantes e mães que estão amamentando, ou por comodidade. As pílulas têm diversas combinações diferentes e essas diferentes combinações nos ajudam a tratar sintomas. Por isso, é tão importante contar para a ginecologista na consulta seus sintomas como por exemplo, inchaço. 
A pausa entre as cartelas pode variar e pode até não haver pausa, depende da medicação escolhida, do objetivo da mulher e da médica. 
O tempo de adaptação gira em torno de 3-4 meses, nesse período é esperado que aconteçam escapes e alguns sintomas. o ideal é que a mulher passe em consulta durante ou logo após esse tempo para avaliação. 


E quem não quer ou não pode tomar comprimido?

Tem gente que tem muito enjoo, queimação do estômago, gastrite, dificuldade de lembrar, enfim...não importa o motivo, o importante é que há opções!


Injetáveis: Existem basicamente dois tipos disponíveis no Brasil
  •  Mensais com estrogênio e progesterona 
  •  Trimestrais somente com progesterona. 
São métodos hormonais, mas devem ser aplicados apenas uma vez ao mês ou a cada três meses, dependendo do tipo. O dia certo será determinado pela ginecologista na consulta. É muito importante seguir a orientação. É um método bacana para pessoas que tem dificuldade de lembrar de tomar comprimidos, como as adolescentes. E os trimestrais podem ser usados durante o aleitamento materno. Só não pode ter medo de injeção.


Adesivos: Contém  estrogênio e progesterona também. O adesivo é tão eficaz quanto os anticoncepcionais orais e algumas mulheres têm escolhido este método, porque só precisa trocar uma vez por semana. A mulher usa o patch por uma semana no braço, ombro, costas ou do quadril. Depois de uma semana, troca, repetindo isso por três semanas. Durante a quarta semana, fica sem adesivo e menstrua. 


Anel vaginal: Um anel de plástico flexível de uso vaginal que contém também algum tipo de progesterona e estrogênio. A mulher usa o anel na vagina, onde os hormônios são liberados um pouco por dia.  A mulher fica com o anel dentro da vagina por três semanas e na quarta semana fica sem e menstrua. É fácil de colocar para maioria das mulheres, discreto, não costuma atrapalhar durante o sexo, mas se incomodar a mulher pode tirar por no máximo 3 horas. 



Implante: é uma pequena haste que contém um tipo de progesterona. O hormônio é liberado lentamente por até 3 anos. Ele é inserido pela ginecologista com uma injeção, e fica embaixo da pele. Já é eficaz depois de 24 horas da inserção. O sangramento irregular é o efeito colateral mais incômodo, porém muitas pacientes podem ficar sem menstruar enquanto estiverem com o implante. Também é considerado um bom método para adolescentes, por conta da longa duração, chances de ficar sem menstruar e por não ter que se lembrar de tomar medicação ou trocar adesivo ou anel. 


E se tudo der errado?

Contracepção de emergência: A contracepção de emergência, também chamada de pílula do dia seguinte, é o uso de medicamentos hormonais em doses altas para evitar a gravidez após sexo desprotegido. Quando usar a pílula do dia seguinte?
1. Se esquecer de tomar a pílula anticoncepcional
2. Se a camisinha estourar 
3. Se tiver relações sexuais desprotegidas por outras razões (incluindo as vítimas de violência sexual). Aliás, #mexeucomumamexeucomtodas

Só deve ser usada em casos especiais, a pílula do dia seguinte não deve ser o seu método de rotina. Se precisar usar mais de duas vezes, talvez seja bom pensar em um método regular, né?

O DIU de Cobre também pode ser usado como anticoncepção de emergência. Falei disso no post passado, se não viu, volta lá!!

Muitas adolescentes usam a pílula do dia seguinte como método de rotina por não ter coragem de ir a ginecologista, algumas os pais não sabem que já tem vida sexual, outras simplesmente tem vergonha ou medo de ir a gineco. 

Pessoal, os pais devem incentivar as meninas a irem à ginecologista desde bem cedo, independente de vida sexual. Nós vamos ajudar a orientar sobre diversas questões relacionadas ao desenvolvimento feminino, não apenas a sexualidade.  O corpo e as emoções mudam muito nesta fase e ter um acompanhamento médico profissional faz diferença. 





Laqueadura: para quem já não quer mais filhos. De acordo com a lei brasileira quem tem mais de 25 anos e/ou dois filhos. Mas o ideal é esperar pelo menos depois dos 30 anos, quando a chance de arrependimento é menor. É um procedimento cirúrgico, minimamente invasivo que objetiva interromper a passagem pelas trompas de óvulos e espermatozóides. É um procedimento definitivo. 

Resumindo, opção não falta, certo pessoal? E independente da opção escolhida, o uso de preservativo é sempre necessário para evitar doenças. E muitas escolhem usar apenas o preservativo também como método anticoncepcional. Se usado corretamente é muito seguro. 

Agora é agendar a consulta com a ginecologista e decidir qual o melhor método para você agora. 
Ref:imagens da internet

Grande abraço!!
Bárbara Murayama

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Tipos de DIU - Qual escolher?

Pessoal, 



Olá. Depois de um mês inteiro falando de endometriose. Este mês falaremos de temas variados por aqui, no insta e no face. O post anterior foi sobre dst em mulheres que fazem sexo com mulheres. Quem leu? Gostaram?Hoje um pouquinho sobre os DIU. Vamos lá!!

A contracepção intra-uterina é o método mais comumente usado de contracepção reversível de longa duração por causa de sua alta eficiência e segurança, facilidade de uso (colocação única e duração de 5 ou 10 anos), além de um baixo custo, quando pensamos que dura longo período.

Proporciona uma opção não-cirúrgica para a prevenção da gravidez que é tão eficaz como a esterilização cirúrgica ( laqueadura).

Os anticoncepcionais intra-uterinos modernos são feitos de plástico e libertam cobre ou um tipo de hormônio, o levonogestrel, que é um hormônio da família das progesteronas,  aumenta a ação contraceptiva do dispositivo.

Um dos métodos anticoncepcionais que está sendo muito procurado nos últimos tempos é o DIU de Cobre.

imagem da internet
Em março falamos muito de bloqueio de menstruação, de métodos hormonais para mulheres que têm endometriose. Mas tem muita mulher que deseja métodos não hormonais.


Como agem no corpo?

O mecanismo preciso da ação contraceptiva dos DIU não é conhecido. É provável que vários fatores estejam envolvidos. A gravidez parece ser impedida por um efeito de corpo estranho induzido pela estrutura de plástico ou metal e por alterações locais causadas pela medicação liberada (cobre ou levonorgestrel -LNg).

Quando o útero é exposto a um corpo estranho, ocorre uma reação inflamatória, que é tóxica para espermatozóides e óvulos e prejudica a fecundação.

A adição de cobre ou LNg proporciona mais benefícios contraceptivos. O cobre aumenta a resposta inflamatória dentro do endométrio. Prejudica a migração dos espermatozoides e sua viabilidade.

Já com o DIU medicado com levonogestrel, o hormônio deixa a secreção vaginal mais grossa, que atua como uma barreira para os espermatozoides, também afina o endométrio – camada interna do útero – onde o ovo grudaria.

A mulher ovula com DIU?

Os DIUs têm um efeito variável sobre a ovulação. Assim, a interrupção da ovulação não é um mecanismo principal de contracepção para esses métodos, como é para a maioria dos anticoncepcionais compostos de estrogênio e progesterona.

 A ovulação não é afetada por DIUs de cobre. Para os DIUs de levonorgestrel, as taxas de ovulação variam. Na maioria dos meses a mulher que usa DIU medicado ovula.

Mas essas ovulações não tornam o método menos seguro.

Não há evidência de que o DIU interrompa uma gravidez implantada, ou seja, não é método abortivo e sim evita que a gestação se forme.




Do que é formado?

DIU TCu380A (de cobre) - O TCu380A contém uma estrutura de polietileno em forma de T com 380 mm2 de superfície exposta constituída por fio de cobre fino enrolado em torno de uma haste vertical e colares de cobre em cada um dos braços horizontais. Uma bolinha de 3 mm na base da haste diminui o risco de perfuração cervical. Uma corda de monofilamento de polietileno branco ou transparente é amarrada através desta bolinha. O DIU contém sulfato de bário para torná-lo radio-opaco. O dispositivo é livre de látex.

Alergia clinicamente relevante ao cobre é extremamente rara.

Uma vantagem do DIU TCu380A em comparação com o DIU LNg é que ele pode ser usado para contracepção de emergência (EC) quando inserido dentro de 120 horas de relações sexuais desprotegidas.

 Quando utilizado como um método de emergência, o TCu380A tem uma taxa <0,1 % de gravidez. O dispositivo pode então ser deixado no lugar para fornecer a contracepção a partir daí.

Então o DIU de Cobre é uma excelente opção!!

Olha aqui um resumo de alguns dos benefícios:

·     Baixo risco de falha
·     Não ter hormônio
·     Ser de longa duração (até 10 anos)
·     Ótimo para quem tem dificuldade de lembrar, pois é colocado em uma única vez.
·     Rápida reversão , o dia que não quiser mais é só agendar e a ginecologista retira rapidamente.
·    Poucos efeitos colaterais
·     Seguro para a maioria das mulheres, incluindo que nunca teve filhos e adolescentes
·     Discreto, não interfere em nada na hora do sexo
·     Custo baixo se fizermos as contas para duração de 10 anos.
·     Ótima opção para prevenção em longo prazo.



E o DIU medicado com levonogestrel?

Tem forma de T também, composto por elastômero de polidimetilsiloxano, cilindro de polidimetilsiloxano. Contém 52 mg de levonorgestrel e apresenta taxa inicial de liberação de 20 mcg/24h.
imagem da internet


Indicado para prevenção da gravidez. Mas também para tratar algumas questões ginecológicas como:
1.    Sangramento menstrual excessivo, sem causa orgânica
2.   Para proteção contra hiperplasia endometrial, que são crescimentos excessivos da camada de revestimento interno do útero durante terapia de reposição hormonal
3.   Controle de dor da endometriose
4.   Controle de dor e sangramento da adenomiose


Efeitos colaterais?

O Diu de cobre pode causar irregularidade menstrual, especialmente nos primeiros meses de uso. Mais fluxo menstrual, maior duração da menstruação e cólicas. Esses efeitos são variáveis.
O Diu medicado pode sim conseguir bloquear a menstruação totalmente, mas este não é o efeito mais comum. A maioria das mulheres terão alguns sangramentos de escape, especialmente no primeiro ano. A maioria terá isso em pequena quantidade, sem que afete a qualidade de vida.

Com qualquer um dos DIUs, algumas mulheres terão tantos sintomas que será preciso retirar o dispositivo e escolher outro método.
Os DIUS não protegem contra DST – doenças sexualmente transmissíveis, então é preciso manter o uso de preservativo. E se a mulher tem múltiplos parceiros sexuais, não é o melhor método, pois pode aumentar um pouco a chance de doença inflamatória pélvica, uma DST que atinge as trompas, ovários e pode causar infertilidade, além de dor pélvica.

A escolha de qualquer método anticoncepcional deve ser feita junto com a ginecologista de forma individualizada, levando em conta o histórico de vida da mulher e suas vontades.

Grande abraço

Boa semana!!!
Bárbara Murayama